--
A Samambaia e o Bambu
Certo dia decidi dar-me por vencido.
Renunciei ao meu trabalho, às minhas relações, e à minha fé.
Resolvi desistir até da minha vida.
Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus.
“Deus, eu disse:
Poderias dar-me uma boa razão para eu não entregar os pontos?”
Sua resposta me surpreendeu:
“Olha em redor Estás vendo a samambaia e o bambu?”
“Sim, estou vendo”, respondi.
Pois bem. Quando eu semeei as samambaias e o bambu, cuidei deles muito
bem.
Não lhes deixei faltar luz e água.
A samambaia cresceu rapidamente.
Seu verde brilhante cobria o solo.
Porém, da semente do bambu nada saía.
Apesar disso, eu não desisti do bambu.
No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa.
E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu.
Mas, eu não desisti do bambu.
No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa…
Mas, eu não desisti.
Mas… no quinto ano, un pequeno broto saiu da terra.
Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno , até
insignificante.
Seis meses depois, o bambu cresceu mais de 50 metros de altura.
Ele ficara cinco anos afundando raízes.
Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para
sobreviver.
“A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não
pudessem superar”
E olhando bem no meu íntimo, disse:
Sabes que durante todo esse tempo em que vens lutando, na verdade
estavas criando raízes?
Eu jamais desistiria do bambu.
Nunca desistiria de ti.
Não te compares com outros”.
“O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos
eram necessários para fazer
do bosque um lugar bonito”.
“Teu tempo vai chegar” disse-me Deus.
“Crescerás muito!”
Quanto tenho de crescer? perguntei.
“Tão alto como o bambu?” foi a resposta.
E eu deduzi: Tão alto quanto puder!
Espero que estas palavras possam ajudar-te a entender que Deus nunca
desistirá de ti.
Nunca te arrependas de um dia de tua vida.
Os bons dias te dão felicidade.
Os maus te dão experiência.
Ambos são essenciais para a vida.
A felicidade te faz doce.
Os problemas te mantêm forte.
As penas te mantêm humano.
As quedas te mantêm humilde.
O bom êxito te mantém brilhante.
Mas, só Deus te mantém caminhando...
segunda-feira, 28 de março de 2011
Oração... sempre bom reforçar nossa energia espiritual.
''O SENHOR É MEU PASTOR E NADA ME FALTARÁ''
''QUE A PAZ DO SENHOR ESTEJA SEMPRE CONTIGO''
''TUDO POSSO NAQUELE QUE FORTALECE''
O que Deus programou para mim é meu!
ORE COM FÉ
"Deus move o céu inteiro naquilo que o ser humano é incapaz de fazer. Mas não move uma palha naquilo que a capacidade humana pode resolver."
Deus está no controle
POR FAVOR, LER COM FÉ.
Esta é uma oração impressionante. Crê simplesmente Nele e serás abençoado.
Lucas 18:27 O problema com muitos de nós é que não cremos que Deus abrirá uma janela e derramará bênçãos sem medidas na vida de cada um, que não teremos lugar nem sabemos como recebê-las. Proponho a qualquer pessoa a provar a Deus. Ele é fiel em sua palavra. Deus não pode mentir e suas promessas são seguras.
Três coisas lhe sucederão esta semana que vem:
(1) Você terá ajuda de alguém de quem não espera;
(2) Você será demasiado relevante para ser ignorado;
(3) Você terá um encontro com Deus e você jamais será o mesmo.
A oração por você hoje é:
"Que os olhos que lêem esta mensagem não vejam mal algum ao redor, As mãos que enviarão esta mensagem a outros não trabalhem em vão, A boca que diz Amém a esta oração reine para sempre".
Permaneça no amor a Deus enviando esta oração a todos em sua lista. Tenha uma viagem fascinante pela vida no amor a Jesus Cristo. Confie no Senhor de todo seu coração pois Ele nunca falha e é fiel em suas promessas.
Se você necessita de verdade de uma bênção, continue lendo este e-mail:
Pai Divino, Deus amável e piedoso, te rogo que abençoes abundantemente a minha família e a mim. Sei que o Senhor reconhece que uma familia é mais que uma mãe, pai, irmã, irmão, esposo e esposa, para todos os que crêem e confiam em Ti. Pai peço a ti Senhor, bênçãos e graças não somente para a pessoa que me enviou esta oração, mas também para mim e para todos a quem enviei esta mensagem. E que a força da união em oração daqueles que crêem e confiam no Senhor seja mais poderosa que qualquer outra coisa. Agradeço-te de todo coração e com a certeza que as tuas bênçãos chegarão à minha vida. Deus Pai, livra a pessoa que lê esta oração agora, de dívidas e de preocupações por causas de dívidas. Envia a tua sabedoria santa para que eu possa ser um bom administrador sobre tudo quanto o Senhor me tem dado e proporcionado, pois sei que És maravilhoso e poderoso e se Te obedecermos e caminharmos em tua palavra tenhamos fé mesmo que do tamanho de um grão de mostarda, o Senhor derramará as tuas bênçãos sobre nós. Agradeço-te Senhor pelas bênçãos já recebidas e por aquelas que hei de receber porque sei que ainda tens muito para fazer por mim e muito mais que nem eu consigo sequer imaginar. Em nome de Jesus Cristo nosso Salvador, te rogo. Amém.
TOME 60 SEGUNDOS e envie esta mensagem rapidamente e em horas, você terá feito com que uma corrente de muitas pessoas ore a Deus, uns pelos outros. Então, agora sente e observe o poder de Deus trabalhando em sua vida por teres feito a coisa que você sabe que Ele ama.
Seja Abençoado!
Concentre-se nas frases abaixo:
'Para obter algo que você nunca teve, precisa fazer algo que nunca fez'.
'Quando Deus tira algo de você, Ele não está punindo-o, mas apenas abrindo suas mãos para receber algo melhor'.
'A Vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não possa protegê-lo'.
Algo de bom vai acontecer com você ainda hoje! Algo que você vem esperando acontecer... Isto não é uma piada: alguém vai lhe telefonar ou vai lhe falar sobre algo que você vem aguardando ouvir. Esta é uma 'corrente de intenções' e é necessário não interrompê-la.
Envie para os seus amigos... APENAS FAÇA ISSO - AGORA
João Carlos de Sousa Barbosa
Encarregado de Serviços - Aeroporto
Jari Celulose, Papel e Embalagens S/A
Fone: 93-37366795 Fax: 93-37366744
www.jari.com.br
Miniaturas de anexos Vídeos detectados neste e-mail
Baixar todos os anexos Todos os anexos Só multimídias Só documentos Só executáveis Outros Todas as mídias embutidas neste email
Exibir todas as fotos (slideshow)
Atenção: anexos podem danificar e expor seu computador a riscos. Saiba mais.
''QUE A PAZ DO SENHOR ESTEJA SEMPRE CONTIGO''
''TUDO POSSO NAQUELE QUE FORTALECE''
O que Deus programou para mim é meu!
ORE COM FÉ
"Deus move o céu inteiro naquilo que o ser humano é incapaz de fazer. Mas não move uma palha naquilo que a capacidade humana pode resolver."
Deus está no controle
POR FAVOR, LER COM FÉ.
Esta é uma oração impressionante. Crê simplesmente Nele e serás abençoado.
Lucas 18:27 O problema com muitos de nós é que não cremos que Deus abrirá uma janela e derramará bênçãos sem medidas na vida de cada um, que não teremos lugar nem sabemos como recebê-las. Proponho a qualquer pessoa a provar a Deus. Ele é fiel em sua palavra. Deus não pode mentir e suas promessas são seguras.
Três coisas lhe sucederão esta semana que vem:
(1) Você terá ajuda de alguém de quem não espera;
(2) Você será demasiado relevante para ser ignorado;
(3) Você terá um encontro com Deus e você jamais será o mesmo.
A oração por você hoje é:
"Que os olhos que lêem esta mensagem não vejam mal algum ao redor, As mãos que enviarão esta mensagem a outros não trabalhem em vão, A boca que diz Amém a esta oração reine para sempre".
Permaneça no amor a Deus enviando esta oração a todos em sua lista. Tenha uma viagem fascinante pela vida no amor a Jesus Cristo. Confie no Senhor de todo seu coração pois Ele nunca falha e é fiel em suas promessas.
Se você necessita de verdade de uma bênção, continue lendo este e-mail:
Pai Divino, Deus amável e piedoso, te rogo que abençoes abundantemente a minha família e a mim. Sei que o Senhor reconhece que uma familia é mais que uma mãe, pai, irmã, irmão, esposo e esposa, para todos os que crêem e confiam em Ti. Pai peço a ti Senhor, bênçãos e graças não somente para a pessoa que me enviou esta oração, mas também para mim e para todos a quem enviei esta mensagem. E que a força da união em oração daqueles que crêem e confiam no Senhor seja mais poderosa que qualquer outra coisa. Agradeço-te de todo coração e com a certeza que as tuas bênçãos chegarão à minha vida. Deus Pai, livra a pessoa que lê esta oração agora, de dívidas e de preocupações por causas de dívidas. Envia a tua sabedoria santa para que eu possa ser um bom administrador sobre tudo quanto o Senhor me tem dado e proporcionado, pois sei que És maravilhoso e poderoso e se Te obedecermos e caminharmos em tua palavra tenhamos fé mesmo que do tamanho de um grão de mostarda, o Senhor derramará as tuas bênçãos sobre nós. Agradeço-te Senhor pelas bênçãos já recebidas e por aquelas que hei de receber porque sei que ainda tens muito para fazer por mim e muito mais que nem eu consigo sequer imaginar. Em nome de Jesus Cristo nosso Salvador, te rogo. Amém.
TOME 60 SEGUNDOS e envie esta mensagem rapidamente e em horas, você terá feito com que uma corrente de muitas pessoas ore a Deus, uns pelos outros. Então, agora sente e observe o poder de Deus trabalhando em sua vida por teres feito a coisa que você sabe que Ele ama.
Seja Abençoado!
Concentre-se nas frases abaixo:
'Para obter algo que você nunca teve, precisa fazer algo que nunca fez'.
'Quando Deus tira algo de você, Ele não está punindo-o, mas apenas abrindo suas mãos para receber algo melhor'.
'A Vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não possa protegê-lo'.
Algo de bom vai acontecer com você ainda hoje! Algo que você vem esperando acontecer... Isto não é uma piada: alguém vai lhe telefonar ou vai lhe falar sobre algo que você vem aguardando ouvir. Esta é uma 'corrente de intenções' e é necessário não interrompê-la.
Envie para os seus amigos... APENAS FAÇA ISSO - AGORA
João Carlos de Sousa Barbosa
Encarregado de Serviços - Aeroporto
Jari Celulose, Papel e Embalagens S/A
Fone: 93-37366795 Fax: 93-37366744
www.jari.com.br
Miniaturas de anexos Vídeos detectados neste e-mail
Baixar todos os anexos Todos os anexos Só multimídias Só documentos Só executáveis Outros Todas as mídias embutidas neste email
Exibir todas as fotos (slideshow)
Atenção: anexos podem danificar e expor seu computador a riscos. Saiba mais.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Sobre Belém do Pará
CULTURA
Texturas, cores, materiais e formatos variados compõem a rica e diversificada cultura que o turista vai encontrar quando chegar ao Pará. O artesanato é marcado por peças inspiradas nas milenares civilizações indígenas e jóias produzidas com matérias-primas encontradas na própria natureza que reproduzem não só a criatividade dos artesãos, mas um pouco do que é o Pará.
Além do artesanato e das jóias, o Estado é palco da leveza e sensualidade de danças típicas como o carimbó e o lundu. Passos marcados por músicas onde o falar paraense dá o tom e registra a identidade do povo.
Para completar o caleidoscópio cultural, o Pará eterniza personagens de lendas amazônicas como o Uirapuru e o Boto, por meio de apresentações culturais que se replicam em vários cantos do Estado. E que registram no imaginário popular o que o mundo real se permite apreciar e também sonhar. Venha para o Pará e conheça toda a diversidade cultural deste Estado!
NATUREZA
Exuberância natural no Estado do Pará
O Pará apresenta uma fauna rica e flora bastante diversificada, resultante de temperaturas constantes e chuvas intensas que marcam o cenário da própria Bacia Amazônica, onde o Estado está situado. São mais de 2 mil espécies de peixes, cerca de 950 tipos de pássaros e 300 tipos de mamíferos que habitam a região.
Entre as espécies vegetais existentes, há algumas bastante distintas e pouco conhecidas. São resultantes das diferenças do grau de umidade, da condução dos rios, qualidade dos solos, ventos e chuvas.
As matas exuberantes presenteiam habitantes e turistas com exemplos centenários de árvores como a samaumeira e curiosos animais, entre eles muitos que ainda estão sendo pesquisados e descobertos por estudiosos da Amazônia.
Aliados a esse universo verde estão os rios e igarapés, componentes indispensáveis para marcar o contato inesquecível com a maravilhosa natureza paraense.
Conhecer o Pará é apreciar de perto essa biodiversidade e os variados ecossistemas que compõem esse rico cenário amazônico. Venha conhecer de perto a natureza da Amazônia.
GASTRONOMIA
Cheiros, cores e sabores do Pará
A floresta amazônica - fonte de inspiração para os índios em diversos setores – também originou uma das mais típicas e surpreendentes cozinhas do Brasil. Da natureza rica em ervas, frutos, sabores e cheiros nasceu a gastronomia paraense. É considerada a mais autêntica e exótica do país e responsável por colocar o Pará em destaque no roteiro turístico gastronômico nacional e internacional.
Entre os pratos típicos mais conhecidos estão a caldeirada, o caruru , a maniçoba e o pato no tucupi. Muitos deles levam como ingredientes o jambu e o tucupi, acompanhamentos inseparáveis e inesquecíveis para quem experimenta.
As frutas regionais complementam o cardápio. Uma diversidade que pode ser encontrada na Feira do Ver-o-Peso, em Belém, e, de quebra, consumida em doces e sorvetes, compondo maravilhosas sobremesas - um destaque a mais da culinária paraense. Como exemplos, o cupuaçu, o bacuri, o taperebá e a própria manga, esta muito encontrada em feiras e nas ruas da capital.
O açaí é um dos frutos mais apreciados pelos paraenses e por quem visita o Pará. Dele é extraída uma espécie de suco grosso, de cor arroxeada, não alcoólico. Os paraenses o consomem misturado com farinha d’água ou de tapioca, e geralmente acompanhado de peixe frito, camarão assado, ou alguma outra carne salgada.
RELIGIOSIDADE POPULAR
Um rio de fé no Pará de muitas crenças
Se a fé move montanhas, no Pará ela atravessa rios, florestas e se mantém viva ano após ano. É nessa terra de grandiosidade que acontece o Círio de Nazaré, uma gigantesca e secular procissão religiosa, considerada a maior expressão de fé do povo católico paraense.
No segundo domingo de outubro, o paraense prepara a casa e a alma para demonstrar o amor à Virgem de Nazaré.
A manifestação em Belém é só uma das diversas que são realizadas em vários cantos dos 143 municípios que compõem o Pará. Nessa terra de rica cultura popular, a mistura entre o religioso e o profano também não poderia faltar.
Um exemplo está em Alter do Chão, no oeste paraense, onde acontece a tradicional Festa do Çairé, uma das maiores manifestações folclóricas da Amazônia.
O festejo tem origem indígena e todos os anos há a disputa dos grupos folclóricos Boto Tucuxi e Boto Cor de Rosa.
Quem chega ao Pará sai com a certeza de que nesse lugar de muita fé há espaço para muitas devoções que povoam mentes, lugares e registram passagens da história religiosa do Estado.
CÍRIO EM BELÉM
Espírito natalino em pleno mês de outubro
São quase 300 anos de uma história em que protagonistas anônimos reúnem-se para expressar a crença em Nossa Senhora de Nazaré.
O Círio é o momento ímpar de devoção, fé e amor, quando milhares inundam as ruas de Belém do Pará, na maior procissão de fé cristã católica, no segundo domingo de outubro.
Espetáculos de devoção se multiplicam e emocionam o Pará de muitos círios. Grandes e pequenos. Centenários e recentes. Diferentes entre si, mas todos, exemplos de fé.
Entre eles, porém, um se destaca pela força e a grandeza da festa: o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém. São quase dois milhões de pessoas, entre acompanhantes e espectadores, percorrendo 4,5 quilômetros até a Praça Santuário, em frente à Basílica.
Durante o Natal dos paraenses, como o círio é chamado pelo amazônidas, a cidade fervilha culturalmente.
CULTURA DANÇAS CARIMBÓ
"Morena, penteia o cabelo, quero ver balancear;
vem me ensinar a dançar o carimbó do Pará".
("O carimbó do Pará" - Verequete)
O nome vem dos índios Tupinambá - CURI (PAU OCO) e M`BÓ (FURADO). Na tradução seria "pau que propaga o som". A influência africana deixou o ritmo do carimbó mais agitado e alegre. A roupa é simples: as mulheres usam saia rodada estampada, blusa de cambraia branca, colares coloridos e uma flor no cabelo. Os homens, calça curta de pescador e camisa estampada. Os dançarinos bailam descalços. Marapanim e Vigia são os municípios mais antigos na execução desta dança.
A música do carimbó vem sendo popularizada nas vozes e no trabalho de alguns cantores e compositores da terra. Entre os que difundiram o ritmo tradicional estão Mestres Verequete e Cupijó. Atualmente, o músico Pinduca adaptou a um ritmo mais moderno. Da Ilha do Marajó Mestre Lucindo, já falecido, é considerado um dos mais importantes compositores populares do Pará junto com Zezinho Vianna, autor da exótica “Invernada Marajoara”.
O ato - A coreografia começa com o homem batendo palmas para a mulher. É o convite para a dança. O grupo forma uma roda. As dançarinas fazem movimento circular com a saia. A intenção é atirar a saia sobre a cabeça de seu par. O papel do homem é evitar que ela consiga. A vitória, dela, seria a desmoralização do homem, que seria obrigado a se retirar do local da dança. A parte mais importante em uma roda de carimbó é a marcação coreográfica de um dos pés sempre à frente do corpo.
Um ponto alto da dança é o momento em que um casal vai para o meio da roda, onde fazem a dança do peru, nessa hora o cavalheiro é forçado a apanhar com a boca um lenço que a parceira estende no chão. Se conseguir pegar o lenço, o homem é aplaudido. Caso contrário, a mulher atira-lhe a barra da saia no rosto e o cavalheiro é forçado a abandonar a dança.
DANÇAS
• Batuque Amazônico
• Marujada
• Carimbó
• Obaluaiê
• Dança da Angola
• Retumbão
• Dança das Taieiras
• Samba do Cacete
• Lundu Marajoara
• Siriá
• Maçarico
• Xote Bragantino
• Marambiré
Na literatura mais aderida à Amazônia, a contemplação da beleza dos rios e da floresta é uma constância, podendo ser associada a uma sentimentalidade tristonha que deriva da supressão e da ausência, da percepção de fratura. Por apelo à brevidade destas notas, comento com rapidez dois escritores que se incluem no período realista-naturalista, momento em que se inicia uma literatura amazônico-paraense. Já o descritivismo próprio desse estilo intervém como estratégia de fixação da natureza que se insurge como paisagem e ambiência convulsas para compactuar com os choques que empurram os andamentos da história.
O paraense Inglês de Sousa, em seus romances e contos, recorre a esse recurso quando entrega à escrita a profusão de águas e as sendas íntimas da floresta, uma natureza amazônica inconciliada, porque situada num contínuo de disputas pelo amor e pela posse da terra. A esta causa, enfrentam-se poderosos políticos, donos de latifúndios, perfeitos estrategas de vilanias e pequenos proprietários decaídos ou decadentes, driblando falências e exasperações amorosas. Apesar de ter saído da Amazônia menino ainda e de jamais ter retornado, sua prosa transmite o testemunho como se in loco ao ato de escrita, tamanho o teor de amazonidade de permeio, uma Amazônia em micro-escritura, viva nos seres, na linguagem, nos modos, tal se o escritor escrevesse face aos fatos e à natureza representados.
Notícias
________________________________________
O rigor científico na ficção de Inglês de Sousa
Walter Pinto
A literatura de ficção pode expressar uma realidade? Ao responder a questão, o professor Mauro Vianna Barreto, mestre em Antropologia pela UFPA, produziu um importante estudo socioantropológico que traz à tona a obra literária do escritor paraense Herculano Marcos Inglês de Sousa, o introdutor do Naturalismo na literatura brasileira.
Há críticos que atribuem ao maranhense Aloísio de Azevedo, com "O Mulato", livro publicado em 1881, a primazia da introdução da nova escola, que teve em Émile Zola e Eça de Queiróz os principais nomes da literatura universal.
Esses críticos parecem desconhecer os três livros publicados por Inglês de Sousa antes da obra de Azevedo, onde já estão presentes os princípios que iriam nortear a prosa realista-naturalista no Brasil.
Texturas, cores, materiais e formatos variados compõem a rica e diversificada cultura que o turista vai encontrar quando chegar ao Pará. O artesanato é marcado por peças inspiradas nas milenares civilizações indígenas e jóias produzidas com matérias-primas encontradas na própria natureza que reproduzem não só a criatividade dos artesãos, mas um pouco do que é o Pará.
Além do artesanato e das jóias, o Estado é palco da leveza e sensualidade de danças típicas como o carimbó e o lundu. Passos marcados por músicas onde o falar paraense dá o tom e registra a identidade do povo.
Para completar o caleidoscópio cultural, o Pará eterniza personagens de lendas amazônicas como o Uirapuru e o Boto, por meio de apresentações culturais que se replicam em vários cantos do Estado. E que registram no imaginário popular o que o mundo real se permite apreciar e também sonhar. Venha para o Pará e conheça toda a diversidade cultural deste Estado!
NATUREZA
Exuberância natural no Estado do Pará
O Pará apresenta uma fauna rica e flora bastante diversificada, resultante de temperaturas constantes e chuvas intensas que marcam o cenário da própria Bacia Amazônica, onde o Estado está situado. São mais de 2 mil espécies de peixes, cerca de 950 tipos de pássaros e 300 tipos de mamíferos que habitam a região.
Entre as espécies vegetais existentes, há algumas bastante distintas e pouco conhecidas. São resultantes das diferenças do grau de umidade, da condução dos rios, qualidade dos solos, ventos e chuvas.
As matas exuberantes presenteiam habitantes e turistas com exemplos centenários de árvores como a samaumeira e curiosos animais, entre eles muitos que ainda estão sendo pesquisados e descobertos por estudiosos da Amazônia.
Aliados a esse universo verde estão os rios e igarapés, componentes indispensáveis para marcar o contato inesquecível com a maravilhosa natureza paraense.
Conhecer o Pará é apreciar de perto essa biodiversidade e os variados ecossistemas que compõem esse rico cenário amazônico. Venha conhecer de perto a natureza da Amazônia.
GASTRONOMIA
Cheiros, cores e sabores do Pará
A floresta amazônica - fonte de inspiração para os índios em diversos setores – também originou uma das mais típicas e surpreendentes cozinhas do Brasil. Da natureza rica em ervas, frutos, sabores e cheiros nasceu a gastronomia paraense. É considerada a mais autêntica e exótica do país e responsável por colocar o Pará em destaque no roteiro turístico gastronômico nacional e internacional.
Entre os pratos típicos mais conhecidos estão a caldeirada, o caruru , a maniçoba e o pato no tucupi. Muitos deles levam como ingredientes o jambu e o tucupi, acompanhamentos inseparáveis e inesquecíveis para quem experimenta.
As frutas regionais complementam o cardápio. Uma diversidade que pode ser encontrada na Feira do Ver-o-Peso, em Belém, e, de quebra, consumida em doces e sorvetes, compondo maravilhosas sobremesas - um destaque a mais da culinária paraense. Como exemplos, o cupuaçu, o bacuri, o taperebá e a própria manga, esta muito encontrada em feiras e nas ruas da capital.
O açaí é um dos frutos mais apreciados pelos paraenses e por quem visita o Pará. Dele é extraída uma espécie de suco grosso, de cor arroxeada, não alcoólico. Os paraenses o consomem misturado com farinha d’água ou de tapioca, e geralmente acompanhado de peixe frito, camarão assado, ou alguma outra carne salgada.
RELIGIOSIDADE POPULAR
Um rio de fé no Pará de muitas crenças
Se a fé move montanhas, no Pará ela atravessa rios, florestas e se mantém viva ano após ano. É nessa terra de grandiosidade que acontece o Círio de Nazaré, uma gigantesca e secular procissão religiosa, considerada a maior expressão de fé do povo católico paraense.
No segundo domingo de outubro, o paraense prepara a casa e a alma para demonstrar o amor à Virgem de Nazaré.
A manifestação em Belém é só uma das diversas que são realizadas em vários cantos dos 143 municípios que compõem o Pará. Nessa terra de rica cultura popular, a mistura entre o religioso e o profano também não poderia faltar.
Um exemplo está em Alter do Chão, no oeste paraense, onde acontece a tradicional Festa do Çairé, uma das maiores manifestações folclóricas da Amazônia.
O festejo tem origem indígena e todos os anos há a disputa dos grupos folclóricos Boto Tucuxi e Boto Cor de Rosa.
Quem chega ao Pará sai com a certeza de que nesse lugar de muita fé há espaço para muitas devoções que povoam mentes, lugares e registram passagens da história religiosa do Estado.
CÍRIO EM BELÉM
Espírito natalino em pleno mês de outubro
São quase 300 anos de uma história em que protagonistas anônimos reúnem-se para expressar a crença em Nossa Senhora de Nazaré.
O Círio é o momento ímpar de devoção, fé e amor, quando milhares inundam as ruas de Belém do Pará, na maior procissão de fé cristã católica, no segundo domingo de outubro.
Espetáculos de devoção se multiplicam e emocionam o Pará de muitos círios. Grandes e pequenos. Centenários e recentes. Diferentes entre si, mas todos, exemplos de fé.
Entre eles, porém, um se destaca pela força e a grandeza da festa: o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém. São quase dois milhões de pessoas, entre acompanhantes e espectadores, percorrendo 4,5 quilômetros até a Praça Santuário, em frente à Basílica.
Durante o Natal dos paraenses, como o círio é chamado pelo amazônidas, a cidade fervilha culturalmente.
CULTURA DANÇAS CARIMBÓ
"Morena, penteia o cabelo, quero ver balancear;
vem me ensinar a dançar o carimbó do Pará".
("O carimbó do Pará" - Verequete)
O nome vem dos índios Tupinambá - CURI (PAU OCO) e M`BÓ (FURADO). Na tradução seria "pau que propaga o som". A influência africana deixou o ritmo do carimbó mais agitado e alegre. A roupa é simples: as mulheres usam saia rodada estampada, blusa de cambraia branca, colares coloridos e uma flor no cabelo. Os homens, calça curta de pescador e camisa estampada. Os dançarinos bailam descalços. Marapanim e Vigia são os municípios mais antigos na execução desta dança.
A música do carimbó vem sendo popularizada nas vozes e no trabalho de alguns cantores e compositores da terra. Entre os que difundiram o ritmo tradicional estão Mestres Verequete e Cupijó. Atualmente, o músico Pinduca adaptou a um ritmo mais moderno. Da Ilha do Marajó Mestre Lucindo, já falecido, é considerado um dos mais importantes compositores populares do Pará junto com Zezinho Vianna, autor da exótica “Invernada Marajoara”.
O ato - A coreografia começa com o homem batendo palmas para a mulher. É o convite para a dança. O grupo forma uma roda. As dançarinas fazem movimento circular com a saia. A intenção é atirar a saia sobre a cabeça de seu par. O papel do homem é evitar que ela consiga. A vitória, dela, seria a desmoralização do homem, que seria obrigado a se retirar do local da dança. A parte mais importante em uma roda de carimbó é a marcação coreográfica de um dos pés sempre à frente do corpo.
Um ponto alto da dança é o momento em que um casal vai para o meio da roda, onde fazem a dança do peru, nessa hora o cavalheiro é forçado a apanhar com a boca um lenço que a parceira estende no chão. Se conseguir pegar o lenço, o homem é aplaudido. Caso contrário, a mulher atira-lhe a barra da saia no rosto e o cavalheiro é forçado a abandonar a dança.
DANÇAS
• Batuque Amazônico
• Marujada
• Carimbó
• Obaluaiê
• Dança da Angola
• Retumbão
• Dança das Taieiras
• Samba do Cacete
• Lundu Marajoara
• Siriá
• Maçarico
• Xote Bragantino
• Marambiré
Na literatura mais aderida à Amazônia, a contemplação da beleza dos rios e da floresta é uma constância, podendo ser associada a uma sentimentalidade tristonha que deriva da supressão e da ausência, da percepção de fratura. Por apelo à brevidade destas notas, comento com rapidez dois escritores que se incluem no período realista-naturalista, momento em que se inicia uma literatura amazônico-paraense. Já o descritivismo próprio desse estilo intervém como estratégia de fixação da natureza que se insurge como paisagem e ambiência convulsas para compactuar com os choques que empurram os andamentos da história.
O paraense Inglês de Sousa, em seus romances e contos, recorre a esse recurso quando entrega à escrita a profusão de águas e as sendas íntimas da floresta, uma natureza amazônica inconciliada, porque situada num contínuo de disputas pelo amor e pela posse da terra. A esta causa, enfrentam-se poderosos políticos, donos de latifúndios, perfeitos estrategas de vilanias e pequenos proprietários decaídos ou decadentes, driblando falências e exasperações amorosas. Apesar de ter saído da Amazônia menino ainda e de jamais ter retornado, sua prosa transmite o testemunho como se in loco ao ato de escrita, tamanho o teor de amazonidade de permeio, uma Amazônia em micro-escritura, viva nos seres, na linguagem, nos modos, tal se o escritor escrevesse face aos fatos e à natureza representados.
Notícias
________________________________________
O rigor científico na ficção de Inglês de Sousa
Walter Pinto
A literatura de ficção pode expressar uma realidade? Ao responder a questão, o professor Mauro Vianna Barreto, mestre em Antropologia pela UFPA, produziu um importante estudo socioantropológico que traz à tona a obra literária do escritor paraense Herculano Marcos Inglês de Sousa, o introdutor do Naturalismo na literatura brasileira.
Há críticos que atribuem ao maranhense Aloísio de Azevedo, com "O Mulato", livro publicado em 1881, a primazia da introdução da nova escola, que teve em Émile Zola e Eça de Queiróz os principais nomes da literatura universal.
Esses críticos parecem desconhecer os três livros publicados por Inglês de Sousa antes da obra de Azevedo, onde já estão presentes os princípios que iriam nortear a prosa realista-naturalista no Brasil.
Parabéns Mazagão_Africana-Blog da Nell Pureza
Hoje, minha cidade - berço está de aniversário. Haverá comemorações, alvorada, queima de fogos, shows musicais, enfim, tudo que é de praxe em grandes eventos. Nesta terra de belas paisagens e grandes achados históricos, inclino-me a comemorar de um jeito nostálgico e grato, rememorando alguns fatos e circunstâncias que fazem parte dessa história.
O começo remonta à vinda dos nossos primeiros habitantes, trazidos nos tristes porões pelos portugueses e posteriormente largados à própria sorte nestas paragens. Ser arrancado de sua pátria e submetido à escravidão não era o suficiente: ainda haveria uma nova e longa viagem forçada. Fico imaginando quais os sentimentos do escravo ao chegar aqui, deparando-se com estas matas e furos de rio. Espero que esta herança de deslumbramento que possuo, tenha origem em algum sentimento de alívio em meus ancestrais, ao deparar-se com o que hoje chamamos Mazagão Velho.
Progresso e posteriormente, decadência, epidemias que devastaram a cidade e o luto das muitas famílias. O declínio comercial e a debandada de moradores, fizeram-na diminuir em população e em tamanho. Tanto que a capela Jesuíta cujas ruínas foram reencontradas pela história, hoje fica localizada na entrada da Vila, quando,certamente àquelas épocas, deveria localizar-se no centro.
Digo reencontradas, porque, para nós as ruínas e a história da capela e da involução geográfica sempre estiveram aqui, repassadas de boca em boca, conhecidas de cada criança curiosa que tenha raízes e referências mazaganenses, como eu.
Comemorar o aniversário de Mazagão Velho significa, hoje, para o mazaganense, resgatar essa velha lembrança, coletiva lembrança, de uma história entremeada por distâncias, rupturas, isolamento e solidão.
Talvez essa nota dissonante de dor, ainda reflita-se no nosso jeito de cantar, geralmente em contralto, sem microfone, alcançando grandes decibéis, remontando as cantigas das mães africanas.
Há uma lenda africana que diz que, cada pessoa tem a “sua canção”. Esta lhe é atribuída por sua mãe antes do nascimento, após rezas em comunidade. Em momentos importantes de sua vida, como cerimônias, aniversários, casamentos, a comunidade se reúne e canta a ”sua canção”, assim como nos momentos em que as pessoas cometem falhas. Tudo isso, para que, em vez de castigo, a pessoa receba a lição de lembrar-se de quem ela é, a sua verdadeira essência.
As canções de minha infância, as ladainhas, as procissões e as novenas têm um poder incrível sobre mim, e acredito, sobre meus conterrâneos...Talvez por nos fazer sempre relembrar quem realmente somos, a essência de lutas e a persistência que lateja em nosso sangue afro-brasileiro
Isso é a história e esse é o combustível para um futuro melhor
O começo remonta à vinda dos nossos primeiros habitantes, trazidos nos tristes porões pelos portugueses e posteriormente largados à própria sorte nestas paragens. Ser arrancado de sua pátria e submetido à escravidão não era o suficiente: ainda haveria uma nova e longa viagem forçada. Fico imaginando quais os sentimentos do escravo ao chegar aqui, deparando-se com estas matas e furos de rio. Espero que esta herança de deslumbramento que possuo, tenha origem em algum sentimento de alívio em meus ancestrais, ao deparar-se com o que hoje chamamos Mazagão Velho.
Progresso e posteriormente, decadência, epidemias que devastaram a cidade e o luto das muitas famílias. O declínio comercial e a debandada de moradores, fizeram-na diminuir em população e em tamanho. Tanto que a capela Jesuíta cujas ruínas foram reencontradas pela história, hoje fica localizada na entrada da Vila, quando,certamente àquelas épocas, deveria localizar-se no centro.
Digo reencontradas, porque, para nós as ruínas e a história da capela e da involução geográfica sempre estiveram aqui, repassadas de boca em boca, conhecidas de cada criança curiosa que tenha raízes e referências mazaganenses, como eu.
Comemorar o aniversário de Mazagão Velho significa, hoje, para o mazaganense, resgatar essa velha lembrança, coletiva lembrança, de uma história entremeada por distâncias, rupturas, isolamento e solidão.
Talvez essa nota dissonante de dor, ainda reflita-se no nosso jeito de cantar, geralmente em contralto, sem microfone, alcançando grandes decibéis, remontando as cantigas das mães africanas.
Há uma lenda africana que diz que, cada pessoa tem a “sua canção”. Esta lhe é atribuída por sua mãe antes do nascimento, após rezas em comunidade. Em momentos importantes de sua vida, como cerimônias, aniversários, casamentos, a comunidade se reúne e canta a ”sua canção”, assim como nos momentos em que as pessoas cometem falhas. Tudo isso, para que, em vez de castigo, a pessoa receba a lição de lembrar-se de quem ela é, a sua verdadeira essência.
As canções de minha infância, as ladainhas, as procissões e as novenas têm um poder incrível sobre mim, e acredito, sobre meus conterrâneos...Talvez por nos fazer sempre relembrar quem realmente somos, a essência de lutas e a persistência que lateja em nosso sangue afro-brasileiro
Isso é a história e esse é o combustível para um futuro melhor
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Oração do Professor
Dai-me, Senhor, o dom de ensinar,
Dai-me esta graça que vem do amor (Ágape).
Mas, antes do ensinar, Senhor,
Dai-me o dom de aprender.
Aprender a ensinar.
Aprender o amor de ensinar.
Que o meu ensinar seja simples, humano e alegre, como o amor.
De aprender sempre.
Que eu persevere mais no aprender do que no ensinar.
Que minha sabedoria ilumine e não apenas brilhe
Que o meu saber não domine ninguém, mas leve à verdade.
Que meus conhecimentos não produzam orgulho,
Mas cresçam e se abasteçam da humildade.
Que minhas palavras não firam e nem sejam dissimuladas,
Mas animem as faces de quem procura a luz.
Que a minha voz nunca assuste,
Mas seja a pregação da esperança.
Que eu aprenda que quem não me entende
Precisa ainda mais de mim,
E que nunca lhe destine a presunção de ser melhor.
Dai-me, Senhor, também a sabedoria do desaprender,
Para que eu possa trazer o novo, a esperança,
E não ser um perpetuador das desilusões.
Dai-me, Senhor, a sabedoria do aprender.
Deixai-me ensinar para distribuir a sabedoria do amor (Ágape).
Dai-me esta graça que vem do amor (Ágape).
Mas, antes do ensinar, Senhor,
Dai-me o dom de aprender.
Aprender a ensinar.
Aprender o amor de ensinar.
Que o meu ensinar seja simples, humano e alegre, como o amor.
De aprender sempre.
Que eu persevere mais no aprender do que no ensinar.
Que minha sabedoria ilumine e não apenas brilhe
Que o meu saber não domine ninguém, mas leve à verdade.
Que meus conhecimentos não produzam orgulho,
Mas cresçam e se abasteçam da humildade.
Que minhas palavras não firam e nem sejam dissimuladas,
Mas animem as faces de quem procura a luz.
Que a minha voz nunca assuste,
Mas seja a pregação da esperança.
Que eu aprenda que quem não me entende
Precisa ainda mais de mim,
E que nunca lhe destine a presunção de ser melhor.
Dai-me, Senhor, também a sabedoria do desaprender,
Para que eu possa trazer o novo, a esperança,
E não ser um perpetuador das desilusões.
Dai-me, Senhor, a sabedoria do aprender.
Deixai-me ensinar para distribuir a sabedoria do amor (Ágape).
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Questão de ordem - Braços abertos
Cruz é um instrumento de suplício, constituído por dois madeiros, um atravessado no outro, em que se amarravam ou se pregavam os condenados à morte. Esta é a definição clássica, segundo nos ensina mestre Aurélio.
Mas, por causa de um Homem que morreu há cerca de dois mil anos, a cruz passou a ter outros significados também. Passou a significar pena, aflição, infortúnio. Para os cristãos, é símbolo de redenção. Aliás, a Igreja conseguiu algo único no mundo: transformou um objeto de suplício em objeto de adoração, diante do qual todos se benzem, repetindo o próprio sinal simbólico da cruz adorada.
Estranho, isso. Estranho também que esse Homem, crucificado há tanto tempo e que continua influindo na vida de todos nós, escolhesse para nascer e morrer um lugar que divide Oriente e Ocidente, como se a Judeia fosse o ponto zero de uma enorme cruz.
Os homens criaram muitos tipos de cruz. Cruz de Ferro, Cruz de Malta, Cruz de São Cipriano, Cruz de Fogo, a Cruz de Batalha, Cruz do Báltico, Cruz Gamada e muitas outras. Mas, quando se fala dela, só se pensa em uma e no Homem que nela morreu, cercado por bandidos comuns.
Mas, convém não esquecer que a cruz, se força a abertura dos braços, braços abertos não significam, necessariamente, sofrimento. Pelo contrário. Braços abertos significam paz, desarmar de espíritos, cordialidade. E nunca um país precisou tanto de cordialidade e de paz como o nosso. Estamos vivendo uma verdadeira guerra civil e não nos apercebemos disso. Muitos milhares são os nossos mortos e maiores ainda os feridos dessa guerra inútil e insensata, se é que alguma guerra é útil e sensata.
O nosso povo precisa abrir os braços. Não para ser crucificado, pois isso já o fomos o suficiente. Mas para dar as boas vindas a um tempo, que bem poderá ser a redenção das nossas vidas.
Cruz e braços abertos têm tudo a ver. Mas podem ter significados completamente diferentes. Só depende de nós.
Questão de ordem
Mas, por causa de um Homem que morreu há cerca de dois mil anos, a cruz passou a ter outros significados também. Passou a significar pena, aflição, infortúnio. Para os cristãos, é símbolo de redenção. Aliás, a Igreja conseguiu algo único no mundo: transformou um objeto de suplício em objeto de adoração, diante do qual todos se benzem, repetindo o próprio sinal simbólico da cruz adorada.
Estranho, isso. Estranho também que esse Homem, crucificado há tanto tempo e que continua influindo na vida de todos nós, escolhesse para nascer e morrer um lugar que divide Oriente e Ocidente, como se a Judeia fosse o ponto zero de uma enorme cruz.
Os homens criaram muitos tipos de cruz. Cruz de Ferro, Cruz de Malta, Cruz de São Cipriano, Cruz de Fogo, a Cruz de Batalha, Cruz do Báltico, Cruz Gamada e muitas outras. Mas, quando se fala dela, só se pensa em uma e no Homem que nela morreu, cercado por bandidos comuns.
Mas, convém não esquecer que a cruz, se força a abertura dos braços, braços abertos não significam, necessariamente, sofrimento. Pelo contrário. Braços abertos significam paz, desarmar de espíritos, cordialidade. E nunca um país precisou tanto de cordialidade e de paz como o nosso. Estamos vivendo uma verdadeira guerra civil e não nos apercebemos disso. Muitos milhares são os nossos mortos e maiores ainda os feridos dessa guerra inútil e insensata, se é que alguma guerra é útil e sensata.
O nosso povo precisa abrir os braços. Não para ser crucificado, pois isso já o fomos o suficiente. Mas para dar as boas vindas a um tempo, que bem poderá ser a redenção das nossas vidas.
Cruz e braços abertos têm tudo a ver. Mas podem ter significados completamente diferentes. Só depende de nós.
Questão de ordem
Quando tudo é permitido
Quando tudo é permitido
Eliane Verde
Da equipe de articulistas
Muitas mudanças... aliás mudanças em demasia ocorreram em espaço muito curto de tempo em nossas vidas. Tão rapidamente que ficou difícil acompa-nhar e, pior, difícil de administrar, conhecer benefícios ou prejuízos que possam causar à vida, aos valores, ao desenvolvimento de hábitos e atitudes. Tudo está diferente. Mas o que mais incomoda é o excesso de permissividade.
TUDO É PERMITIDO hoje em dia. É permitido responder aos pais, é permitido desrespeitar, é permitido não querer ser honesto, é permitido não se preocupar com o próximo, é permitido ser viciado em internet, é permitido ser dependente do celular, é permitido pensar apenas no próprio umbigo, é permitido ser absurdamente consumista, é permitido não querer estudar porque "não tá a fim", é permitido ser arrogante, é permitido dirigir sem carteira de motorista, é permitido menor freqüentar casas noturnas, é permitido...
Aí o papel da escola se torna bastante árduo quando esta estabelece regras de convivência, exige respeito, proíbe o uso do celular na sala de aula, repreende o pai que deixa seu filho de 14 ou 15 anos dirigir, combate o bulling, incentiva os bons modos e boas atitudes (coisa que hoje parece ser de outro mundo), controla os atrasos para as aulas na intenção de convencer que chegar atrasado atrapalha a aula e prejudica quem chegou na hora.
Muito cuidado devemos ter para não premiarmos os errados e punirmos os corretos. Quando se permite que os atrasados, os irresponsáveis tenham os mesmos direitos dos cumpridores de seus deveres, estamos sendo tremendamente injustos.
Fica-se estarrecido na porta de escola quando se vê adultos se agredindo aos gritos e impropérios na frente de crianças por desrespeitar normas básicas de trânsito, normas que jamais poderiam ser desrespeitadas.
Tudo isso acontece exatamente porque tudo está permitido. E começa dentro de casa. Por comodismo (porque educar dá trabalho mesmo), por descuido ou por opção, os pais estão perdendo seus direitos de pais, estão deixando seu papel de pais para qualquer um que o queira e não se preocupam com as conseqüências disso.
Precisamos nos preocupar com o excesso de PERMISSIVIDADE.
É essa vilã que está deixando o mundo um lugar cada vez mais perigoso de se viver.
A sociedade necessita de normas e leis porque as pessoas não são capazes de gerir seus próprios passos, infelizmente. E porque somos frutos da diversidade cultural, moral e ética.
É da maior importância ensinar as crianças e jovens a respeitar, mostrar que ser legal não é ser careta ou fora de moda. Afinal onde ficou a tal da personalidade, do caráter, do bem e da moral? Será que agora o certo é ser errado? Como mostrar aos alunos que é legal ajudar, ser bom, ser tolerante, valorizar o certo e sentir-se bem com a bondade?
Ouvimos muita gente dizer: -"eu não levo desaforo para casa", como se fosse uma grande vantagem, uma grande qualidade, um traço de caráter. Que engano.
Uma coisa é certa: estamos num barco sem rumo precisando desesperadamente encontrar novamente o caminho, e para isso temos que começar a ser menos permissivo e mais exigentes com as atitudes das crianças e jovens. Mas para isso o exemplo começa conosco. Dessa tarefa não podemos escapar.
Eliane Verde
Pedagoga-orientadora educacional
E-mail: elianeverde@gmail.com
Eliane Verde
Da equipe de articulistas
Muitas mudanças... aliás mudanças em demasia ocorreram em espaço muito curto de tempo em nossas vidas. Tão rapidamente que ficou difícil acompa-nhar e, pior, difícil de administrar, conhecer benefícios ou prejuízos que possam causar à vida, aos valores, ao desenvolvimento de hábitos e atitudes. Tudo está diferente. Mas o que mais incomoda é o excesso de permissividade.
TUDO É PERMITIDO hoje em dia. É permitido responder aos pais, é permitido desrespeitar, é permitido não querer ser honesto, é permitido não se preocupar com o próximo, é permitido ser viciado em internet, é permitido ser dependente do celular, é permitido pensar apenas no próprio umbigo, é permitido ser absurdamente consumista, é permitido não querer estudar porque "não tá a fim", é permitido ser arrogante, é permitido dirigir sem carteira de motorista, é permitido menor freqüentar casas noturnas, é permitido...
Aí o papel da escola se torna bastante árduo quando esta estabelece regras de convivência, exige respeito, proíbe o uso do celular na sala de aula, repreende o pai que deixa seu filho de 14 ou 15 anos dirigir, combate o bulling, incentiva os bons modos e boas atitudes (coisa que hoje parece ser de outro mundo), controla os atrasos para as aulas na intenção de convencer que chegar atrasado atrapalha a aula e prejudica quem chegou na hora.
Muito cuidado devemos ter para não premiarmos os errados e punirmos os corretos. Quando se permite que os atrasados, os irresponsáveis tenham os mesmos direitos dos cumpridores de seus deveres, estamos sendo tremendamente injustos.
Fica-se estarrecido na porta de escola quando se vê adultos se agredindo aos gritos e impropérios na frente de crianças por desrespeitar normas básicas de trânsito, normas que jamais poderiam ser desrespeitadas.
Tudo isso acontece exatamente porque tudo está permitido. E começa dentro de casa. Por comodismo (porque educar dá trabalho mesmo), por descuido ou por opção, os pais estão perdendo seus direitos de pais, estão deixando seu papel de pais para qualquer um que o queira e não se preocupam com as conseqüências disso.
Precisamos nos preocupar com o excesso de PERMISSIVIDADE.
É essa vilã que está deixando o mundo um lugar cada vez mais perigoso de se viver.
A sociedade necessita de normas e leis porque as pessoas não são capazes de gerir seus próprios passos, infelizmente. E porque somos frutos da diversidade cultural, moral e ética.
É da maior importância ensinar as crianças e jovens a respeitar, mostrar que ser legal não é ser careta ou fora de moda. Afinal onde ficou a tal da personalidade, do caráter, do bem e da moral? Será que agora o certo é ser errado? Como mostrar aos alunos que é legal ajudar, ser bom, ser tolerante, valorizar o certo e sentir-se bem com a bondade?
Ouvimos muita gente dizer: -"eu não levo desaforo para casa", como se fosse uma grande vantagem, uma grande qualidade, um traço de caráter. Que engano.
Uma coisa é certa: estamos num barco sem rumo precisando desesperadamente encontrar novamente o caminho, e para isso temos que começar a ser menos permissivo e mais exigentes com as atitudes das crianças e jovens. Mas para isso o exemplo começa conosco. Dessa tarefa não podemos escapar.
Eliane Verde
Pedagoga-orientadora educacional
E-mail: elianeverde@gmail.com
Assinar:
Postagens (Atom)